25 de mar de 2011

Tours


Tours, na Região Centre


A cidade de Tours, na Região Centre, fica entre os rios Loire e Cher, é uma cidade de arte e de história. 

Antiga cidade real, a capital da Touraine sempre ocupou um lugar importante na história da região e da França.

Sua parte medieval, chamada Le Vieux Tours, tem ruas estreitas, casas antigas, muitos restaurantes. 

A pedra fundamental da cidade foi depositada na Catedral Saint-Gatien no século 13.




É o destino perfeito para quem gosta de vinho e castelos. Pode servir de base para uma viagem aos Castelos do Vale do Loire, alugando um carro no aeroporto ou na Gare, ou de trem (TER).


A antiga Tours cresceu ao redor de dois povoados antigos: o lugar de peregrinação ao redor da tumba do bispo St. Martin do século 4º, em Vieux Tours, e o povoado romano do bairro da catedral. Os dois estão ligados por uma estrada romana, hoje rues du Commerce e Colbert.


Apesar dos bombardeios nos tempos de guerra, o centro histórico de Tours ficou intacto e o Centro Antigo está repleto de casas medievais de estrutura de madeira e antigas torres de pedra.


Aeroporto International Tours Val de Loire


Vôos internos e internacionais. Tem ligação direta com o aeroporto Charles de Gaule por TGV (trem) e ligação com a Gare de Tours através de "navettes" Alphacars.

A empresa Ryanair faz vôos baratos pela França, Porto (Portugal), Londres, algumas cidades da Alemanha ....

Principais Distâncias de Tours:

Paris: 235km (1 hora por TGV, saindo da Gare Montparnasse)
Saumur: 65km
Blois: 65km
Amboise: 27km
Vouvray: 10km


A cidade tem duas gares de trem: Tours e Saint-Pierre-des-Corps, distantes uma da outra de 3 km.

Em média, 16 idas e voltas diárias de trem ligam Tours à Paris.
Tours é também ligada às principais cidades pelo TGV.


Catedral Saint Gatien, Majestosa catedral, linda mistura estilos durante os 4 séculos de construção e iluminada pelos seus vitrais do século XIII. Aberta todos os dias das 09 às 19hs.



Museu do Vinho da Touraine16, Rue Nationale, aberto as 6as, sábados e domingos, das 09 ao meio dia e das 14 às 18 hs. Preço: 3,30 euros

Rua Nationalle Rua movimentada, muitas lojas, inclusive Galeries Lafayette. No dia 31 de agosto de 2013, foi inaugurado o Tram de Tours (foto abaixo)



Rue Colbert - Belas casas à colombage, dos séculos XV e XVI.

Place Plumereau - É o coração da parte antica da cidade.

Rue Briçonnet - No número 31, uma bela fachada do século XIII.

Rue du Grand Marché - Rua de pedestres, principal  rua do Vieux Tours


Feiras e Mercados:

Marché aux Fleurs - as 4as e sábados , no Boulevard Béranger.


Marché à la Brocante - as 4as e sábados pela manhã, na Place de la Victoire.

Mercado coberto (Les Halles) - Grande mercado com carnes, peixes, queijos, vinhos.....


Marché Gourmand - Primeira sexta-feira do mês, das 16 às 22 hs, na Place de la Résistence.

Brocante - Quarto domingo do mês, no Boulevard Béranger







 
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3 de mar de 2011

Paris Antes e Depois


Paris Antes de se tornar a Cidade Luz

Em 1852 o imperador Napoleão III encarregou o prefeito de Paris Eugène Haussmann de renovar a capital francesa. Paris concentrava muitos problemas de higiene e de saúde pública. 

A cidade era mal organizada, com ruas estreitas e sujas, edifícios e construções irregulares, a cidade não tinha uma boa reputação. 

Pantheon, 5eme
O antigo casario foi posto abaixo e, em seu lugar, surgiram os amplas avenidas e bulevares com construções padronizadas, com serviços de esgoto, gás encanado e abastecimento de água tratada fornecida por 600 km de aquedutos.

No lugar das cento e vinte mil habitações destruídas por Haussmann surgiram outras 320 mil modernas, em 300 km de novas vias que foram sendo construídas nos vinte anos seguintes, cuja altura padrão não ultrapassava os seis andares.



 
Abriu espaços para os parques públicos (Bois de Boulonne, Vincennes, Monceau e Montsouris) e fez com que os trens vindos do interior desembarcassem dentro da cidade (Gare Lyon, Gare du Nord, erguidas entre 1855 e 1865). Paris tornou-se então a linda Cidade Luz!
 


Fotos de algumas ruas de Paris antes da reforma

Avenue de l'Opera


Rue Réaumur, 3eme arrondissement


O rio La Bièvre, lançava-se anteriormente no Sena em Paris. Nas suas margens, no 13eme arrondissement, era feito tratamento de peles, o que provocava um odor desagradável que poluía toda a vizinhança. 

A Place d'Italie, que data de 1760, ficou com a sua aparência definitiva em 1867. Acima, uma foto de antes da reforma.

Rue de Harlay
No 1er arrondissement, a Rue de Harlay que era reconhecida pelas suas arcadas, hoje desaparecidas.

Todas as construções do lado par da rua foram destruídas em 1874 para abrir o palácio de justiça de Paris.

Ligando a rua Poliveau a um mercado de cavalos hoje desaparecido, no 5eme arrondissement, a rue de l' Essai - (foto abaixo), deve o seu nome à sua utilização: era o lugar de teste dos compradores de cavalos.

Rue de l'Essai
Em 1857, o mercado de cavalos foi destruído e a rue de l'Essai foi prolongada. O pavilhão do inspetor do mercado continua de pé ao número 5 da rua Geoffroy Saint-Hilaire.

St Etienne du Mont



Estreita e irregular, a rue Saint-Julien-Le-Pauvre, acima, típica da Paris de antigamente, levava à igreja Saint-Julien-Le-Pauvre. Atualmente se chama Rue Saint-Julien,no 5eme.

Place Saint Andre des Arts, 6eme arrondissement
Rue du Vieux Colombier, 6eme

Rue des Canettes, 6eme arrondissement

Rue du Pot-de-Fer, 5eme arrondissement

Boulevard Henri IV


Crédito das fotos: lefigaro.fr e L'Histoire d'Hier à Demain


Veja também:









2 de mar de 2011

Amores Célebres na França





Encontro fortuito, fim trágico, amor perdido, infeliz ou feliz, certas histórias de amor entraram para a posteridade.







Auguste Rodin e Camille Claudel



Em 1883, o escultor francês Auguste Rodin, encontra a jovem Camille Claudel, irmã do famoso escritor Paul Claudel. Rodin tem 43 anos de idade, e ela 19.

Ela entrou no seu atelier como aluna e fascinou o seu mestre. Entre eles nasce uma paixão que devora, feita de impulsos amorosos e de esculturas.


Um influencia outro, certas obras de Rodin, mostram a influência de Camille.

O Beijo, Museu Rodin
Mas, desde 1864, Auguste Rodin tem por companheira Rose Beuret e não quer deixá-la. Em 1898, Camille Claudel, cansada, rompe com Rodin e deixa a marca da sua amargura em numerosos em desenhos.

A loucura toma conta dela a partir de 1906. Muito atormentada, foi internada em 1913, aos 49 anos, até a sua morte em 1943. Uma das suas últimas esculturas, "L'age mur" (a idade madura), representa uma jovem tentando se agarrar, desesperadamente ao amante, simboliza a sua ruptura com Rodin.


Do seu amor restaram as esculturas, algumas refletem o desejo que sentiam um pelo o outro.


Na fachada da sua casa na Ile Saint Louis está gravado: "Il y a toujours quelque chose d'absent qui me tourmente" (existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta), um trecho de uma carta de Camille para Rodin.



Auguste Rodin morreu em 1917 e foi enterrado ao lado de Rosa Beuret, com quem casou quinze dias antes.


Museu Rodin: 79, Rue de Varenne, 7eme arrondissement


Casa de Camille Claudel: 19, Quai de Bourbon, Ile Saint Louis

Memorial Camille Claudel: Cemitério de Montfavet, em Avignon.










Abelardo e Heloísa



A história destes dois jovens apaixonados aconteceu em meados do século XII, na França.

Heloise era uma jovem de família tradicional e se interessou por Abelardo, um professor famoso. Pediu ao seu tio, Fulbert - seu responsável legal - que o amado fosse contratado como seu professor particular. E assim foi feito. Durante as aulas, os dois se apaixonaram e começaram a viver um grande amor.
Heloísa acabou engravidando, e para evitar um escândalo, casaram-se em segredo, no meio da noite, em uma pequena ala da Catedral de Notre Dame. Abelardo levou-a à aldeia de Pallet, na Região Pays de la Loire, a deixou aos cuidados de sua irmã e voltou a Paris, mas não agüentou a solidão que sentia, longe de sua amada.

O sigilo do casamento não durou muito. Ofendido, Fulbert resolveu dar um fim àquilo tudo. Contratou dois carrascos para castrar Abelardo.

Após essa tragédia, Abelardo e Heloísa jamais voltaram a se falar. Ela ingressou no convento de Santa Maria de Argenteuil, em profunda e depressão. Abelardo construiu uma escola-mosteiro ao lado da escola-convento de Heloísa. Viam-se diariamente, mas não se falavam nunca. Apenas trocavam cartas apaixonadas. Seu filho foi criado pela irmã de Abelardo em Pallet.
Abelardo morreu no ano de 1142, com 63 anos, e Heloísa faleceu alguns anos depois, sendo sepultada ao lado de Abelardo.


Conta-se que, ao abrirem a sepultura de Abelardo para depositarem Heloísa, seu corpo estava ainda intacto e de braços abertos, como se estivesse aguardando a chegada da amada. 

Seus túmulos estão lado a lado no cemitério de Père Lachaise  (Ver Cemitérios de Paris)

A casa situada no Quai aux Fleurs (IV arrondissement), nos números 9-11, tem uma inscrição que indica como sendo a antiga casa de Héloïse e Abélard em 1118, mas não se sabe se é autêntica.

Perto dali, na esquina da Rue des Ursines, com o n° 1 da rue Chantres,(fotos ao lado e abaixo) acredita-se ser a verdadeira casa de Fulbert, tio de Héloise.


Para encontrar esse endereço, saindo da Notre Dame (de costas para a Igreja, vire a direita e entre  na Rue Cloitre Notre Dame, depois vire   na Rue Chanoinesse, em seguida na Rue Chantres ou na Rue de la Colombe. Pronto, você chegou a um pedacinho da Paris Medieval.











Victor Hugo e Juliette Drouet

Museu Victor Hugo em Paris: 6, Place des Vosges, 4eme arrondissement
Juliette Drouet, era uma comediante de teatro, que em 1833 desempenhou o papel da Princesa Négroni na peça Lucrèce Borgia escrita por Victor Hugo.

Eles se apaixonaram e iniciaram uma longa ligação, mas o escritor já era casado. Juliette largou a sua carreira e dedicou a sua vida inteiramente ao seu amor. Tornou-se ao mesmo tempo sua colaboradora e sua inspiração.


Eles trocam centenas de cartas apaixonadas. Após o golpe de Estado de 2 de Dezembro de 1851, Victor Hugo, que se oponha à Louis-Napoleão Bonaparte, se exilou em Bruxelas e depois em Jersey, sempre acompanhado por Juliette e pela sua mulher Adèle.

Quando sua esposa morreu, Juliette compartilhou inteiramente a vida com Victor Hugo. Ela morreu em 11 de maio de 1883, após 50 anos de devoção.






Louis XV e Marquesa de Pompadour



Ela foi a privilegiada de Louis XV. Em 1745, Jeanne Lenormant de Estiolles encontrou o rei Louis XV no baile de mascaras dado em homenagem ao casamento do delfim Louis Ferdinand.


Bonita e à vontade nas festas, encantou o Rei e tornou-se a sua amante. Para trazer à corte esta mulher procedente da burguesia, ele lhe deu o título de Marquesa de Pompadour.


Madame Pompadour exerceu cada vez mais sua influência sobre o Rei e tornou-se a sua principal conselheira. Mas essa situação foi motivo de muitas críticas.



A partir de 1750, a sua saúde frágil modificou a sua relação de amante à amiga e confidente de Louis XV. Conservou a sua influência sobre ele e escolhia até mesmo as suas novas amantes. Até a sua morte em 1764, permaneceu ao seu lado.











Napoleão e Josephine

Em 21 de Abril de 1795, o general Bonaparte ficou noivo de Desirée à Clary, futura rainha da Suécia.




Mas em outubro de 1795, cruzou numa feira parisiense com Joséphine Beauharnais. A mulher de 32 anos, encantou o oficial. Napoleão quebrou então o seu compromisso, e casou com Joséphine, então viúva e mãe de duas crianças, em 9 de Março de 1796.


Foi coroada imperatriz em 2 de Dezembro de 1804, quando Napoleão se tornou Imperador da França. Mas logo Josephine multiplicou seus amantes e suas conquistas, nas ausências do marido. Em 1809, quando Napoleão fez 40 anos, ele queria ter um herdeiro. Como Josephine não engravidava, ele decidiu pedir o divórcio.






Em 2 de Abril de 1810, ele se casou com Marie-Louise da Áustria que lhe deu o herdeiro em menos de um ano. No entanto, a numerosa correspondência entre Napoleão e Joséphine testemunha a sua afeição bem após a sua separação.


Túmulo de Napoleão em Paris: Église du Dôme, Esplanade des Invalides, Metrô: Invalides.  Ver também: Rueil Malmaison















Edith Piaf e Marcel Cerdan


Ele foi o grande amor da sua vida. O seu primeiro encontro foi em 1946. Ele, Marcel Cerdan, pugilista francês era casado e pai de quatro crianças.

Ela, Edith Piaf, já era uma cantora famosa. Mas a sua história de amor começou apenas dois anos depois, em Nova Iorque, quando em 14 de Janeiro de 1948, ele foi ouvi-la cantar no cabaret Versailles. Foi o início quase de dois anos de paixão.O rei do boxe e a rainha da canção faziam a felicidade dos jornais.

Em 28 de Outubro de 1949, Edith suplicou ao seu amado para ir encontrá-la em Nova Iorque. Ele conseguiu então um lugar de última hora em um vôo. Infelizmente o avião caiu nos Açores sem nenhum sobrevivente. Edith Piaf, arrasada pela tristeza, nunca se refez desta tragédia, levando sempre na na lembrança o seu grande amor desaparecido. Ver: Paris de Edith Piaf


Túmulo de Edith Piaf em Paris: Cemitério du Père Lachaise
Museu Edith Piaf: 5, RueCrespin-du-Gast, 11eme arrondissement





Maria Callas e Onassis



Apesar de serem gregos, viveram a sua paixão em Paris.
Callas, geniosa, intempestiva, era regida pelos sentimentos. Com ela, seus personagem de ópera ganhavam vida. O sangue fervia, a dramaticidade explodia.


No auge da fama, Maria sofreu um grande assédio por parte do armador grego, que era casado com Tina. Presentes luxuosos e toda sorte de mimos foram usados por Onassis para convencê-la. Ela cedeu à paixão e mergulhou em uma relação atormentada, que durou 9 anos, aonde foi submetida a humilhações das quais nunca se recuperou.


Ainda com Callas, Onassis repetiu com Jacqueline o mesmo assédio que havia feito a Maria. O trauma emocional de Callas foi proporcional ao impacto causado pelo novo casal Onassis


Ela morreu sozinha, aos 53 anos, em seu apartamento de Paris, (36, Avenue Georges-Mandel, 16eme) em 16 de setembro de 1977, vítima de um infarto.


Enquanto o enterro percorria a rua Georges Bizet, centenas de parisienses que choravam saudaram a passagem do esquife com a saudação que emocionava Maria na saída dos teatros: “Bravo Callas!, Bravo Maria!”. Na primavera de 1979, suas cinzas foram lançadas no Mar Egeu.



Diane de Poitiers e Henri II



Henri II (Rei da França de 1547 até 1559), se apaixonou por Diane de Poitiers, uma viúva de 32 anos, 18 anos mais velha que ele. que foi dama de honra de sua mãe. Henri II foi obrigado a se casar com Catherine de Médicis, um casamento político, sem amor.


Diane foi amante do rei durante 20 anos, até a morte dele em 1559. Um presente de coroação de Henri II para Diane, foi o mais belo dos castelos do Vale do Loire, o Chateau de Chernonceau. Ele a tornou também duquesa de Valentinois.


Nostradamus, previu e escreveu, como se daria a morte de Henri II. Ele alertou Catarina de Médicis, sobre o acidente que em breve ocorreria com o seu marido, mas, esta preferiu se calar.

A profecia se cumpriu 4 anos depois, em 1559, quando Henri travou uma luta amigável com o jovem oficial Montgomery, capitão da Guarda do Rei. A luta fazia parte das comemorações dos casamentos de sua irmã e também da sua filha. A Lança de Montgomery atravessou acidentalmente a viseira do elmo dourado que Henrique ostentava , ferindo-o na vista e na garganta.

Ele morreu depois de 10 dias de sofrimento, sem poder se despedir do amor da sua vida. Diane de Poitiers, depois do ferimento de seu bem amado, foi proibida pela rainha Catarina de Médicis, de vê-lo novamente


Sua paixão por Diane durou a vida inteira, até o dia de sua morte. Após esse acontecimento, Catherine de Médicis tomou o castelo de Chenonceau de Diane e lhe deu em troca Chaumont-sur-Loire. Diane, aos 60 anos, foi exilada no château d'Anet até a sua morte, em 22 de setembro de 1566, aos 66 anos.





Veja também: O Rei que Abdicou por Amor

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